Natural de Siena, na Itália, Costanza Pascolato, 72, foi a última entrevistada desse livro. À frente da tecelagem da família, a Santa Constância, e do Conselho Editorial da Vogue Brasil, a empresária tem uma agenda disputada. Naquela típica tarde de outono, chegamos ao endereço, um prédio na rua Sergipe, no bairro de Higienópolis. No hall de entrada já pudemos sentir que atrás daquela porta haveria muita história, afinal, nas paredes havia dois quadros com os brasões de sua família. O apartamento surpreende. Barroco. Paredes vermelhas, quadros de artistas consagrados, objetos de design alemão, móveis do séc. XIX, almofadas Louis Vuitton, livros de moda na mesa de centro, apenas para citar alguns dos elementos que nos chamaram a atenção.
Personalidade consagrada da moda nacional, Costanza não se formou nem em jornalismo nem em moda. No entanto, seu domínio e contribuição para a área vieram graças às suas experiências pessoais e conhecimento cultural. Para ela, a informação de moda, acima de tudo, tem o papel de ensinar o leitor. “No meu começo na Editora Abril, todo mundo me criticava, diziam que eu era uma diletante e não uma jornalista, mas o que eu tentei fazer foi passar um refinamento, uma experiência e uma vivência que pouca gente teve na vida para um público que era totalmente leigo. E eles me diziam que as informações eram muito sofisticadas para as leitoras. E eu respondia: Se ela não aprender na primeira vez, aprende na segunda, e por que não?, na terceira ou na quarta...”
Hoje ela faz parte do Conselho Editorial, além de prestar consultoria para as empresas H. Stern, e comandar a tecelagem dos pais, Santa Costância.