Maria Prata

Após inúmeras trocas de emails e alguns contratempos, o dia e horário estavam marcados. Era um sábado ensolarado e Maria foi a primeira entrevistada que nos convidou até sua casa, um apartamento no coração de São Paulo, atrás da frenética Av. Paulista.

“Apaixonada por moda desde que era hippie no colégio, mas usava uma sapatilha chinesa roxa, em vez da pretinha básica.” É essa a apresentação de Maria Prata, em seu blog, o Prata-à-porter.

Filha de uma jornalista e do escritor Mario Prata – famoso por suas contribuições tanto na literatura quanto na televisão, cinema e teatro - Maria sabia desde a adolescência que queria trabalhar com moda.

Mesmo sendo do time da nova geração, as experiências de Maria dão a ela subsídios para traçar um panorama do jornalismo de moda nacional. “Assim como a moda brasileira, o jornalismo também está começando, quer dizer, podemos dizer que somos adolescentes.” Nos países europeus e nos Estados Unidos a crítica de moda e o jornalismo de moda existem e são peças importantes da indústria há muitos e muitos anos, assim como a indústria existe há muito tempo. Para Maria o diploma em jornalismo não é necessário para quem deseja trabalhar na área. “Eu acho que não é preciso e isso é sempre polêmico. Tem muito jornalista que fica bravo comigo”

À frente de um canal televisão depois de ter trabalhado no impresso, Maria conta como é fazer jornalismo de moda diante das telas. Para ela, a televisão tem inegavelmente a potência de falar para muito mais gente. Mas, de acordo com a editora, existe ainda um despreparo muito grande das televisões em relação à in- formação de moda que é apresentada ao público. “O que acontece é que as televisões, TV aberta principalmente, tratam do assunto da maneira mais óbvia possível.”